Obesidade: está na hora de controlar o ponteiro da balança

Atualmente, essa doença caracterizada pelo excesso de peso só perde para o fumo enquanto causa de doenças e morte prematura. E o número de obesos no mundo não pára de aumentar. Nos Estados Unidos, os casos dobraram desde 1980. Hoje, 15% da população americana é obesa e cerca de 3% corre muito risco.

Estima-se que o mal tenha matado 300.000 pessoas em 1999. Na Europa, a tendência é a mesma e, segundo o último levantamento realizado pelo Ministério da Saúde (1993), cerca de 15% da população brasileira adulta encontra-se com sobrepeso e 6,8% tem obesidade.

Essa doença crônica, caracterizada pelo excesso de gordura no corpo, se instala quando, por um longo período de tempo, a quantidade de energia ingerida por meio da alimentação é maior que a energia gasta pelo organismo para realizar suas atividades. Apesar de não ter cura, ela tem controle. Por isso, aprenda a mantê-la bem longe de você.

Organismo e a obesidade!

Genes gulosos e alimentação errada

Existem casos de obesidade puramente genéticos e casos exclusivamente ligados a fatores ambientais. Porém, a maioria se deve a conjunção dos dois. Cerca de quarenta genes estão ligados à obesidade e sete deles têm comprovada relação direta com a doença. Porém, na maioria dos casos, eles não determinam o mal e sim um maior risco de ele se desenvolver.

A presença desses genes explica por que algumas pessoas simplesmente gastam energia mais lentamente e/ou sentem necessidade de mais comida. Quando esses fatores genéticos se associam a maus hábitos como sedentarismo e uma alimentação rica em doces e gorduras, o resultado é a obesidade.

As mulheres sofrem mais

No Brasil, 33% da população feminina está acima do peso. Apenas 13% dos homens encontram-se na mesma situação. Não existe razão comprovada para isso, mas os especialistas acreditam em algumas hipóteses. Para começar, mulheres apresentam maiores índices de gordura e menores de massa magra corporal (músculos) que os homens.

O gasto de energia está diretamente relacionado a porcentagem de massa magra. Isso significaria que garotas queimam menos energia, mesmo em repouso. Além disso, devido a flutuações hormonais, as mulheres teriam mais apetite para alimentos gordurosos e doces.

Gordura localizada

Embora a quantidade total de gordura no corpo seja importante, é essencial saber onde ela está localizada. Os riscos à saúde são maiores quando ela se deposita na região abdominal. Quando ela se concentra em outras partes do corpo, como coxas e quadris, é menos perigosa. A gordura central é identificada como fator de risco para várias doenças.

Para combater a doença

Obesidade não tem cura, mas tem controle. Isso significa que não adianta só se livrar do peso extra. É preciso mudar certos hábitos e comportamentos para a vida toda.

Doces, alimentos gordurosos (coxinha, pastel, empadinha, molhos, carne vermelha), chocolate, refrigerante e bebidas alcoólicas devem ser eliminados do cardápio diário.

Tente também não passar muitas horas sem comer. Vale inclusive fazer um lanchinho (uma fruta), entre as refeições principais.

Coloque a atividade física no seu dia-a-dia. Pelo menos 30 minutos, três vezes por semana. Você pode andar pelo quarteirão, nadar, pedalar, correr.

Stress engorda. Por isso, aprenda a controlar esse mal da vida moderna. Durma bem, caminhe ao ar livre, leia um bom livro, sorria, respire fundo, relaxe!